Levantou, mas deixou o drink pela metade.
Em casa a cama meio desarrumada, o doce gostoso da geladeira meio engolido, a louça meio suja.
O livro marcado sem chegar ao fim.
Uma caneca de café frio ao lado do computador em espera por uns dois dias.
A sopa esquecida no micro-ondas que, de tanto chamar frenéticamente, desistiu.
A tevê ligada, mas a tela azul. Os dvds guardados fora de suas capas. Umas linhas rabiscadas num bilhete amassado escondido no canto da sala.
O caderno de receitas amarelado entre a parede e o lixo. Os copos vazios à beça. As ameixas que seriam usadas no próximo pudim emboloraram. Lembretes velhos de promessas descolando pelo tempo. Os cadarços sujos desamarrados pelos nós mal dados.
Coisas que nunca terminarão de ser refeitas.
4.1.09
Às vezes sempre.
Escrito à lápis por Amanda 54 rabiscos
Marcadores: Patético
12.11.08
ShāhMāt!
O céu alaranjado em uma parte e azul escuro em outra, como quando se tem um pôr-do-sol com o céu limpo. Tinhamos acabado a partida poucos minutos atras e agora ele estava deitado ao lado do tabuleiro com aquela cara pálida de quem não perdia um jogo há séculos.
Escrito à lápis por Amanda 5 rabiscos
Marcadores: Metaforizando, patinetes
29.10.08
TopSecrets.!
Talvez muita gente tenha notado e quando eu chegar não tem mais nada. Corri!
Naquela hora não tinha explicação - ainda hoje não tem - um deles tinha caído e era por isso que todos observavam atentos com os rostos virados para baixo. Recolhi devagarinho e levei comigo como quem leva um tesouro. Eu tinha uma estrela nas mãos.
Era pequenina, meio tímida e desajeitada, talvez tivesse tropeçado nos próprios pés para cair ali.
"- Não se preocupe, isso vive acontecendo."
Isso vive acontecendo? E como ninguém vê? As pessoas não olham mais pra cima? Não fazem mais pedidos as estrelas cadentes? Elas morrem depois disso?
Cuidava todos os dias e a comida favorita dela eram as histórias e fantasias infantis. Ficava radiante, mas quando pôde andar sozinha decidiu voltar. Dava pra ver que todos a recebiam brilhando e viravam as costas para o mundo aqui em baixo.
Eu estava feliz, só que elas me esqueceram agora que devolvi a parte que faltava.
Minha surpresa veio no outro dia, lá estava mais uma desabando. Duas, três, incontáveis. Todos os dias.
Ainda pego, levo pra casa, cuido, conto histórias e as vejo dormir até ficarem boas e resolverem subir. Enquanto devolvo e pinto outra luzinha fico pensando que seria bacana se eu aprendesse cair ao contrário, pra dentro do céu.
Digo que vou ser sempre a apanhadora de estrelas, mas elas nunca dizem se vão me levar lá pra cima.
Foto por: Mim. Uma das minhas mil e uma manias.
Escrito à lápis por Amanda 5 rabiscos
Marcadores: Inentendível(?), Metaforizando
23.10.08
CottonCandy!
:*
Escrito à lápis por Amanda 4 rabiscos
Marcadores: Reticências
9.10.08
Discrepância
Muita gente, poucas pessoas. É disto que o mundo é feito.
Seria mais bonito se a vida fosse feita de detalhes, menos perguntas, respostas mais curtas e os pequenos prazeres pessoais.
Deixar de lado a investigação exagerada e admitir que as nuvens são algodão-doce, a lua é queijo suíço e estrelas são os buraquinhos do céu.
Não deveria ser tão complicado enxergar as coisas simples: nariz de porco é tomada, tomada é choque escondido, esconder é fechar os olhos e então a gente fica invisível. Em dia frio meia de lã na mão é luva, em dia quente mangueira vira piscina. Irmão é ao mesmo tempo inimigo e aliado, guerra sangrenta e acordo de paz. Com conjuntivite somos piratas e o passarinho que estava na gaiola vai parar no ombro. A vassoura vira cavalo, tampa de panelas bateria, gelo com palitinho picolé incolor, creme de barbear é torta de chantilly e bolo de aniversário a gente fura com o dedo.
Só saudade. Saudade da inocência dos olhos capazes de ver coelhos na lua, de passar horas olhando o nada. Dos olhos com sorrisos embutidos e lágrimas teimosas. Olhos com corações a mostra, transparentes de fora para dentro. Olhares mudos fofoqueiros.
Saudade das palavras combinadas minuciosamente, aliás, saudade das não-palavras. Das conversas sem falar. De todo aquele tempo livre que aproveitamos fazendo absolutamente nada. Do desperdício de vida mais bem aproveitado.Saudade crônica.
Escrito à lápis por Amanda 12 rabiscos
Marcadores: Monologando., Reticências
5.10.08
Tempo de Morangos
Uma reviravolta e quando se dá conta lá está o mundo de ponta cabeça outra vez.
Não erramos ao tentar consertar, erguer a cabeça e seguir em frente. Totalmente plausível.
O erro está na esperança depositada em lugares errados. A mania do "inalcançável", a vontade de ser super-herói e conseguir mostrar para todos que enfrenta e faz tudo sozinho, ser um semi-deus para esconder fraquezas.
Ser forte é admitir erros terríveis, abrir mão de ser protagonista e sentir o gosto de ser coadjuvante. Poupar-se. Perder!
Não há ato mais heróico que matar a própria esperança - A luta mais particular e solitária. Sufocar a vontade de gritar sentimentos, a ânsia de apertar pessoas e abraçar até deixar sem ar. Tentar apagar o desejo irresistível.
Heroísmo é ser perdedor de si mesmo, auto-derrota que ao mesmo tempo te dá o último e primeiro lugares. Arrancar velhos baobás enraizados para esperar a temporada de morangos chegar.
Sofrimento mudo.
Nota(s):
Rifo um coração
Compro sementes de morangos
Vendo baobás semi-novos para corte.
Vou voltar mais vezes!
Clique:
Vozes Inspiradoras
Escrito à lápis por Amanda 4 rabiscos
Marcadores: Monologando., Reticências
16.9.08
18 anos de sorte no jogo
Nunca repassei e-mails do tipo "mande para duas mil quatrocentos e cinquenta e sete pessoas ou nunca encontrará seu grande amor", bobagem!
No primário não respondia caderno de perguntas - "Nem a pau" era o que eu dizia. Tudo por causa do final deles, agora escreva o seu ou não vai viver com seu príncipe encantado. Não acredito em príncipe encantado!
Passei várias vezes por baixo das escadas, quebrei espelhos, criei gato preto, andei de costas, deixei chinelos virados, bebi água de ponta cabeça. Nunca bati na madeira.
Sem essa de amuletos, pé de coelho, figas, corações, trevo de quatro folhas. Dispensável. Nunca fiz simpatias, nem aquelas mais fáceis do tipo: coloque o nome do seu amado debaixo do travesseiro.
Na virada de ano nunca pulei com o pé direito, nunca usei calcinha rosa, vermelha, colorida. Não fazia pedidos, nem comia 7 uvas, nem guardava sementes e nem dava pulinhos.
Nunca combinei signos, nunca fiquei paranóica fazendo mapas astrais cruzados.
Azar no jogo sorte no amor?
Vou levar três vidas e meia pra consertar tudo isso.
Notinha:
- Eu não morri :]
Escrito à lápis por Amanda 7 rabiscos
Marcadores: a volta dos que nao foram
3.9.08
"guii-lhooo-tiiii-naa...
...eu que controlo o meu guido-On"
Andar de bicicleta faz bem para a alma e para o corpo - exceto quando se está à dois anos sem encostar a bunda no selim, mas detalhes, detalhes.
Enquanto aproveitava meu horário de almoço para queimar calorias e se matar na marcha pesada aliviar a cabeça e dar uma volta de bike acabei me "literaturando" e descobri que só gostei, aliás terminei feliz, os livros que eu me achei dentro deles.
De repente me vejo toda Macabéa: Na esquina esperando o carro passar para atravessar a rua, passou, esqueci de atravessar. Tudo porque estava pensando em coisas como "eu gosto de parafuso e prego", tá bom não tinha parafuso nem prego no meio, mas eu também queria acordar mais cedo no domingo pra ficar mais tempo sem fazer nada hahaha, fora o cara que vive "tizorando" seus devaneios.
Outra hora me enxergo meio Pequeno Prícipe: Capaz de suportar duas ou três lagartas para ver uma borboleta, um mundo com uma rosa só,uma raposa que quer ser cativada, mundos diferentes que não me encaixo, etc etc etc.
Depois me atrevo e sou Lily: Fria e manipuladora, adaptando-me a situações que me convêm ser quem eu devo, "eu nunca vou dizer que te amo por mais que eu ame" things like these.
Me sinto Liesel Memminger: A roubadora de livros, que gosta do judeu na Alemanha nazista, que nunca mais vai experimentar champagne para não esquecer o gosto que teve em uma noite no passado, que nega beijos e só sabe que ama depois que ele morreu, que enrola cigarros para não fumar, que lê em voz alta e que quer dar um pedaço de céu para alguém.
Mas aí mudei de idéia, quero ser Rudy Steiner: Pula no rio para pegar o livro da amiga, se pinta de barro e sai correndo para ser Jessé Owens, chama a pessoa que mais gosta no mundo todo de Saumensh.
Enfim sou Zezé: Mato devagarzinho deixando de gostar, converso com Meu Pé de Laranja Lima e desconhecidos, faço cobras de meia-calça para assustar mulheres grávidas, acho que não deviam contar as coisas para crianças e que uma vida sem ternura não á lá muita coisa, quero uma roupa de poeta. Pego o revólver de Buck Jones e faço Bum!
Elementar mesmo, meu caro Watson é que andar de bicicleta no sol do meio dia faz isso com as pessoas.
Escrito à lápis por Amanda 6 rabiscos
Marcadores: Literaturando-me, patinetes
29.8.08
Sacanagem ao pé do ouvido é <...>
{15/06 - 22:32} Estavam juntos na cama, o combinado era assistir um filme, mas ele nunca cumpre combinados - feito eu - então estava se jogando pra cima dela. Nada em troca!
{15/06 - 17:35} Entrou no carro com cara de cansada, extressada e quase chorando, de repente ouve:
'Cê tá bem minha bonequinha?
Se o carro não estivesse em movimento teria descido. Se não estivesse tão cansada teria socado a cara dele. Se não estivesse com a cabeça tão longe teria pensado numa resposta grossa/ irônica/ sarcástica. Começou chorar.
{15/06 - 23:00} Não correspondia carícias e isso já tinha meia hora, enfim ele se irritou e começou com um discurso interminável:
Você é um cubo de gelo, não me dá antenção, será que dá pra corresponder o carinho, e blábláblá.
Um silêncio pesado. Nem se movia. Nem respirava. Nem nada.
Em uma tentativa desesperada de tirar a guria da outra dimensão, explodiu:
Vai, tira essa roupa!!!
{15/06 - 17:45} Abre a porta, desce do carro e vai abrindo o portão. Ele puxa pelo braço:
O que aconteceu?
Não queria conversar nem olhar pra ele, só isso!
Preciso de atenção, eu peço atenção, eu exijo. Não dá pra ficar perto de mim sem me dar carinho. Você sabe como é gostar de alguém? Você sabe como é querer ter por perto simplesmente "por algo" e não "para algo"?
Fez cara de enfeite de estante:
Você complica demais.
{15/06 - 23:05} Quero ir embora.
De 3 frases que tinha dito a noite toda essa foi a segunda e também a gota d'agua. Começou ouvir sussurros.
Mas por que amor? Ainda nem te deixei relaxada, o que aconteceu que você está tensa? Vem cá pra eu te acalmar vem, você vai ficar nas nuvens. Vou te deixar blábláblá.
Tinha percebido à tardezinha que ele não sabia a diferença entre carinhos.
{15/06 - 17:46} Esquece vai.
Vira as costas e é puxada novamente.
Eu sei dar muito carinho.
Aquela era a cara mais safada que já tinha visto.
Não, você não sabe. Nem sequer sabe quando alguém do seu lado não está bem.
{15/06 - 23:06} E a terceira frase foi.
Nem todos os problemas de todas as pessoas se resolvem com sacanagens sussuradas.
Levanta, arruma a blusa, prende o cabelo, pega a bolsa e o celular.
Ele levanta, desliga a tv, fecha a calça, põe o sapato e a camiseta.
Vou te levar pra casa.
<...> tão loooooser!
Anotações:
Como diria o Gui Lupin: "Broxante"
USHAUshUAHsuAHsuhAUshUASHuhas \o/
Escrito à lápis por Amanda 12 rabiscos
27.8.08
Lembrete.
Uma vontade de ser egoísta.
- Etc.
Considerações finais
° O Teatro Mágico em Londrina?
Chamaeeeeeeuu!!!
° Chega de agosto,
Quero setembro!!
° Crise de identidade.
Eu sumi, mas voltarei!
Escrito à lápis por Amanda 3 rabiscos
Marcadores: Férias, Projetos Malacabados, Reticências
21.8.08
Gossips
"Ouvi dizer que ela só está com ele por interesse. Deve ser golpe da barriga ou algo do tipo afinal, ele nunca estaria com ela se não tivesse boas razões, na certa ela faz e dá tudo o que ele pede, é uma descarada mesmo, anda por aí com aquela cara de inocente que não é *suspiro*. Ridícula! Tomara que não dê certo e ele enxergue logo que o que ela gosta é andar por aí botando banca ao lado dele e..."
A gente mal tinha engrenado o namoro e já se ouvia bastante coisas desse tipo. Duas semanas (ou três, eu nunca lembro datas...) já estavam me fazendo ver que vai ser uma caminhada difícil (e gostosa hahaha, fato).
Se eu pensava em desistir? Não penso.
"Que coragem menina, até parece que não sabe a fama dele, com essa cara de bonzinho quando está com você, aposto que quando vira as costas lá está ele flertando outra baixinha morena com cara de sono feito tu. Fica esperta, vai devagar. Quer continuar com essa palhaçada continua, mas não diga que eu não avisei."
Segunda feira. Que tipo de relacionamento vai pra frente quando vocês estão juntos numa SEGUNDA FEIRA? Não sei não!
Só sei que lá estavamos - sim estavavamos, essa historia é tão minha quanto a de baixo, a outra, a outra e bah, quase todas - lá estávamos: Eu, ele, a televisão e o celular. O combinado era assistir um filme, mas eu nunca cumpro combinados, já falei isso? Pois é, eu não ligo quando digo que ligaria, eu não vou quando digo que iria, não faço quando digo que faria, acho que devia ter nascido homem haha.
"Vixi, você vai devagar tá? Não é lá flor que se cheire, tem jeito de conquistador e fora as meninas que andam se jogando aos pés dele, olhe, se eu fosse você pensava duas vezes"
O telefone tocou, e como diria Nay: "Ah! se estivesse no silencioso..."
Se eu sei o final do filme? Não.
Se aconteceu alguma coisa? Não.
Se eu sei quanto tempo vai durar o não acima? Não.
Poxa...
Eu gosto de mãos, braços, dedos, linguas e o que eles podem fazer. Que culpa tenho eu?
Escrito à lápis por Amanda 7 rabiscos
Marcadores: patinetes
13.8.08
Eu gosto é do estrago
...
De ficar de pernas pro ar esperando o tempo passar, de fazer as coisas sem pensar. De jogar vôlei sem rede, futebol sem gol, de me jogar.
Eu prefiro o lado oposto, andar descalsa em dia frio e de meias no verão. Estourar plástico bolha em aula chata. Prefiro anoitecer.
Eu gosto de errar os pares, de fingir que não vi, de trocar palavras, de embaralhar, derrubar dominós e castelos de cartas. Minha cor favorita não é rosa, nem azul, nem preto... eu gosto é do pôr-do-Sol. Me dou melhor com crianças, com o difícil, o complicado, sempre fui mais com a cara dos bagunceiros.
"Des-pensar", desajustar, desagrupar, desfazer, desenhar!
Os problemáticos, os rejeitados, os confusos, os incertos, imprevisíveis... os que valem a pena.
Eu gosto de vírgulas, de exclamações, de interrogações e até de reticências, só me dói o ponto final. Tenho queda por frases mal feitas, palavras mal combinadas, rimas mal rimadas. Junto hoje com amanhã e ontem eu esqueço. Tento fazer música. Surto quando acaba a bateria, quando algo atrasa, quando perco anotações. Surto à torto e direita.
Uma porção de manias. Uma tonelada de sonhos.
Tento me convencer do que não existe, tento manter os pés no chão, tenho a cabeça na lua. Invento palavras, misturo idiomas, sentimentos, humores, dias da semana.
Faço contagem regressiva, marco calendários, me perco no fim do mês.
Falo pouco pra irritar, digo sim pra provocar. Prefiro contradizer, prefiro teimosia. Tenho teorias absurdas, defendo opiniões até a morte, as minhas!
Acho sorvete melhor no inverno, o céu mais bonito na primavera, café mais saboroso no outono e homem mais gostoso no verão.
...
Ah, não termino textos.
Escrito à lápis por Amanda 3 rabiscos
Marcadores: patinetes
9.8.08
Carma? Destino? Perseguição?
Existem namoradas loucas e elas são muito chatas mesmo! Eu não sou do tipo que liga pra saber onde ele está, o que fez hoje, só pra dizer que te amo e todas essas coisas totalmente dispensáveis.
Mas existe coisa ainda pior que namorada louca...
EX-namorada louca.
E eu resolvi escrever sobre elas, se você se identificar com uma ou mais situações abaixo aconselho: não descontar em mim, não ligar pra casa do teu ex, não deixar bilhetinhos ameaçadores, nem ameças de morte, nem arma na cara, ou então... se trata!!
E a história reduzida é mais ou menos assim [/marcelo D2]:
Aconteceu no outono, porque histórias como essa sempre são no outono. Como todo outono que se preze a tarde era quente, mas a manhã era fria. Então ela resolveu tirar o casaco, soar não é legal, sentiu uns olhos "comendo" seu corpo, procurou e achou, era ele!! Espera um pouco, ele era seu amigo!! Amigo bonito por sinal. O resto todo mundo já sabe.
E é aqui que entra a louca, obscessiva, seguidora, fanática e... tonta. No princípio eram aqueles joguinhos ridículos:
"Ligo para infernizar os dois até acabar com o namoro;"
"Mando mensagens de boa noite só para ela pensar que ele mandou pra mim"
"Sms de adorei te ver ou estou com saudade."
"Vou buscar alguma coisa que esqueci na casa dele quando ela estiver lá e faço cara de quem está surpresa de vê-la."
O que durou muito pouco, pra falar a verdade. Porque Carolina não caía nessas armadilhas e nem mesmo tinha ciúmes - leia texto abaixo e veja o perfil dela - simplesmente ignorava e sentia pela outra desmiolada. Ao longo do tempo ela foi melhorando, sabia melhor como usar as ligações, incomodava mais, fazia drama, chorava... o que realmente irritava Carol porque só existe uma maneira de ela sentir raiva de alguém - Drama!
Ainda assim jurou de pés juntos que não terminaria um relacionamento por alguém "outsider" e foi fundo, o que vem depois todo mundo sabe (também).
Ela se cansou dele e terminou.
Estava feliz sozinha e sentia que uma vida sem pertubações de ex psicopatas era bem legal, tudo bem que provocar ela gostava, mas daí a preferir ter uma cabecinha-de-vento pegando no seu pé era um longo caminho. Meses sozinha! Sozinha... Sozinha????? haha. Um belo dia encontra o rapaz de olhos claros (também do texto abaixo). O que ela não sabia é que ele também tem uma fã de carteirinha - tirando, claro, as outras novecentos e noventa e nove - e que pra ficar um pouco mais legal, era pior que a outra, ela tinha outras maneiras de atacar.
"Falo pra família dela que eles estão saindo escondidos" - não estavam, ao menos não escondidos
"Ligo pra ele e digo que sei quem é e onde ela mora, posso acabaar com a vida dela"
"Acabo com a reputação da anã" (Carol era baixinha)
O que irrita as atuais são as ex? Sei lá, mas o que vejo de errado/ ridículo/ insuportável nelas é essa frescura de ficar no pé do rapaz.
MULHEEEER, tem tantos dando mole por aí, por que logo o que "tem dona"?
Desce um fim (trágico) às ex-namoradas-malucas, por favor garçon!!
Só pra desabafar :)
beijos
Escrito à lápis por Amanda 6 rabiscos
Marcadores: Manda Três Garçon, Surtos
7.8.08
"Outredade"
Ele
Que fica em casa e espera a poeira baixar, torce pelo palmeiras mas não gosta de futebol, faz asneira e se arrepende, procura alguém pra abraçar, bonito e de olhos claros, vai de carro até a esquina, espera ligações, rotineiro, come o dia todo, mil garotas aos seus pés e nem é um partido tão bom assim.
Procura conselhos, pensa duas vezes, planeja o futuro.
Quer ficar por aqui e ter uma família grande, uma casa legal, filhos, gato, cachorro, esposa e viajar todo fim de ano.
Sabe cozinhar, três celulares no bolso, detesta internet, nem sabe o que é um blog. Aprende e esquece na mesma velocidade. Levou a vida pelo lado mais difícil e agora resolveu mudar, quer tomar jeito.
"De tudo ao meu amor serei atento, antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto" é a sua cara.
O par ideal é carinhosa, companheira e compreensiva. Morre de ciúmes e faz bico, pede atenção excessiva, grudento e cuidadoso têm o mesmo significado no seu dicionário.
Ela
Que arrebenta a porta e resolve na hora, adora futebol mas nem sabe o que é impedimento (?), leva a vida errando e consertando sem peso na consciência, quer carinho no pescoço, engraçadinha e olhos negros, anda de bicicleta na sala e dorme no quintal, não liga nem espera, esquece de comer, pisa em amores e quebra corações.
Dá conselhos mas não ouve, suas escolhas são só suas, tem ânsia de viver. Quer alguém que ande de patins pelas ruas e tenha mochila nas costas, compre comida em fast food, beije seus dedos e queira morar fora.
Na cozinha uma negação, na organização nota zero, mas tem boa memória! Lembra de coisas pequenas e de grandes mágoas com a mesma intensidade.
Procura o caminho mais fácil para não olhar pra trás.
Esculachada, fala sobre tudo, fala palavrões, fala com todo mundo, acha besteira coisas sérias e faz piadas.
"O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber." a define com perfeição.
Não sabe diferenciar desapego de individualidade.
Por que, afinal, haveriam de se gostar tanto?
Agradecimento Relâmpago:
Queria falar obrigada pelo presente ali do lado óóóó ->
e dizer pra tu, que conseguiu ter a paciência de ler até aqui, pra passar lá no Resolvida Na Vida, ler, comentar, etc e tal. Também quero mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai, pra minha vó, pro Gui, pra Nay, pro Jeh... (Ad Infinitum)
"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.O Prêmio Dardos tem certas regras:1. Aceitar exibir a distinta imagem ( que está no canto direito, abaixo da minha fotinho).2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.3. Escolher quinze 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos. "
Imagem: Ok
Linkar de quem recebi: OK
Escolher 15 blogs:
http://tataahzinha.blogspot.com/
http://jeuflower.blogspot.com/
http://pseudo-nerd.blogspot.com/
http://guilupin.blogspot.com/
http://cafeaulaitavecmoi.blogspot.com/
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Escrito à lápis por Amanda 6 rabiscos
Marcadores: Patético
1.8.08
Abre Aspas.
Segunda-feira 6:30.
Jogada debaixo do chuveiro em um daqueles banhos "shampoo na cabeça e deixa que a água faça seu trabalho" pensando em coisas como:
"Tenho que terminar o relatório até às 11, pagar a conta de luz e telefone, porque eu gasto tanto telefone assim gente? Deve ser algo genético. E o dentista marquei pra que dia mesmo? Fazer as unhas, minhas cutículas estão monstruosas, depilar a perna antes que volte ao homo erectus ..."
Abre o box, pega a toalha, pisa no tapetinho e põe as pantufas.
"27 anos e ainda uso pantufas, que tipo de pessoa sou eu, aliás, sou só eu? Droooga, molhei todo o chão, onde será que coloquei o rodo? Deixa pra lá. Olheiras, olheiras, tenho que dormir mais, mas como? Não aguento mais, preciso de um trabalho vespertino."
Abre o espelho, pega a escova e pasta - aperta bem no meio.
"Adoro apertar no meio, qual o problema de se apertar assim? Bando de psicopatas."
Secador ligado.
"Barulho, barulho, barulho, minha próxima invensão vai ser um secador silencioso, ou pra ser mais humilde um silenciador de secadores. Tudo que eu queria era ir trabalhar de cabelo molhado, ao menos uma vez"
Se arrasta até o quarto, abre o guarda-roupas e pega o terninho preto riscado, a calça preta riscada, a camisete branca, o scarpin preto entre outros terninhos pretos, calças pretas, camisetes brancas.
"Laura, 7:30a.m. diretamente de um velório. Cores, quero cores. Vou trabalhar de sandálias cor-de-rosa e bermuda amarela, o chefe vai infartar"
Gargalhadas soltas. Pega a saia preta e as sapatilhas vermelhas.
"Ah, mudar faz bem."
Na cozinha abre a geladeira: Gelatina diet, leite desnatado, mamão papaia, pão integral, iogurte natural...
"Urgh. Cadê o bolo de chocolate que deixei aqui? Caramba! Tô atrasada. Droga, droga, droga, cadê a chave do carro? Cadê o celular? Uffa, estão na bolsa .... CADÊ MINHA BOLSA?"
Recolhe tudo, esquece o casaco, volta correndo, esbarra na poltrona, bate a porta, esqueceu a chave, abre a porta e sai correndo.
"Esqueci de fechar a porta"
Sobe as escadas, fecha a porta, desce escadas, entra no carro, liga o som, põe o cinto, sai da garagem.
"Mais um dia comum"
Marcadores: "Mulherzinha" e patinetes
Quem coloca patinete como marcador? hahaha
Escrito à lápis por Amanda 5 rabiscos
Marcadores: Mulherzinha, patinetes
30.7.08
Folder.
De caneta vermelha um esboço do que colocaria no jornal do dia seguinte.
"Mulher 32 anos 25 anos, companheira para tudo,"
Na verdade tinha lá seus 32 mas o que são 7 anos quando seu interior ainda é jovem, não é mesmo? Gostava de sair mas nem tanto, pra ser sincera só ficava em casa e detestava qualquer idéia de ir pra rua, mas precisava de um homem ora bolas.
"divorciada, dois filhos amante de crianças e cães"
Se sentiu realmente esperta. Dois filhos quase criados, uma menina e um garoto, mas se dissesse as chances cairiam pela metade ou mais, contar depois era um bom negócio. Também não tinha paciência para os cães mas tinha dois, afinal semanas atrás os filhos espernearam em frente ao pet shop da esquina até conseguirem o que queriam - um poodle e uma pug, os dois hiperativos. Por que, Deus do céu, não escolheram peixinhos dourados?
"aprecio boa culinária"
Comida congelada, pré-cozida, instantânea e diet, ou, congelada-pré-cozida-instantânea-diet. Melhor que nada, pelo menos "sabia" cozinhar, morrer de fome não aconteceria, a gente pede uma pizza no sábado e fica tudo certo. Pipoca de microondas também era uma boa.
"bem resolvida e trabalhadora"
Se enquadrava melhor em "workaholic" do que trabalhadora, não largava o lap top nem antes de dormir. Por bem resolvida entenda, filhos, casa, cachorro e pacote completo, tudo bem feito. Crianças na escola, cachorros gordinhos, casa bagunçada - infância é fogo. Por pacote completo entenda: Não tenho empregada, tento manter o lugar organizado mas é difícil, louça na pia, roupa por passar, por lavar e por comprar, sapatos de ponta cabeça, brinquedos por todo lado e almofadas rasgadas.
"quase sempre bem humorada"
As duas palavras mais mal combinadas se estivesse falando dela. Poderia ter sido qualquer coisa - engraçada, bipolar, explosiva, imprevisível, tudo exceto bem humorada.
Reclamava, gritava, brigava, xingava, chorava e milhões de "avas". Mas mulher legal é mulher bem humorada, então era. Isso se não estivesse de TPM, extressada, nervosa, cansada, entediada. Ah, não eram tantos fatores consideráveis assim e também não era tão difícil, nem tinha nada à ver com alinhamento dos astros e essas coisas.
"procura:(...)"
E como procura.
A propaganda é a alma do negócio. Só esperava não parar no procon por isso, mas ontem mesmo tinha lido algo parecido.
"Homem 26, esportista, sincero, gosta de ficar em casa, adora crianças, paciente e companheiro, sem vícios, carinhoso e fiel, procura:"
Escrito à lápis por Amanda 4 rabiscos
Marcadores: Patético
25.7.08
Mera Mortal.
Era durona, coração preto e peludo, uma personalidade forte de doer, não se apaixonava, andava por aí pisoteando os pedaços dos corações que partia. Tinha tudo o que se precisa pra ser feliz. Amigos loucos, trabalho bom, cachorros pertubados, travesseiro macio e chocolate.
Alguns garotos andavam seguindo seus passos, acumulava paixões platônicas, colecionava eu te amos em variados sotaques e línguas, colava todos com água e farinha no album de figurinhas, os repetidos colocava na gaveta pra quem sabe mais tarde passar os olhos, massagem no ego.
Vamos ser sinceros, não era de uma beleza estonteante mas tinha lá seus charmes e mistérios, diziam que era encantadora, tinha voz doce e jeito de "cuida de mim". Não gostava!
Imprevisível, ou previsível, ou as duas coisas. Era contraditória. Seus planos eram óbvios, peculiares, obviamente peculiares - Um xalé com flores amarelas nas janelas, assoalho de madeira rústica, cortinas brancas e cheiro de pão quentinho o dia todo, um labrador amarelo gigante andando pra lá e pra cá e derrubando os enfeites, uma cama king size e edredom tamanho extra-grande (gostava de se enfiar naquilo tudo e olhar o nada), filme nos sábados chuvosos. Tudo sozinha.
Não dividia alegrias, nem receios, nem dores, nem nada, muito menos amor. Na única vez que tentou essa matemática de 1+1=2 pensou ter entrado num avião destino - paraíso. Calculou errado. Não quis tentar nunca mais.
As pessoas eram coisas. Não que isso seja ruim.
Uma era o espelho, conversava só pra se ver frente à frente. O outro o abrigo, só procurava quando era preciso.
Transformando sentimentos bonitos em outro totalmente o oposto. Metia o pé pelas mãos, terminava frases sérias com piadas de mal gosto. Dava risada da própria aflição. Só percebia que caiu quando sentia o chão. Era ridiculamente desajeitada.
...
Enfim se tornara um ser humano.
(ou não)
Aliás, nem tudo contido no blog me contém.
Escrito à lápis por Amanda 1 rabiscos
Marcadores: Bizarro muito bizarro
18.7.08
Droga, me apaixonei!
É sempre assim que começa.
O mar de rosas, o mundo cor-de-rosa
(por que tudo é rosa quando se fala sobre isso?)
Estou vivendo um conto de fadas! Nossa história vai virar livro, filme, novela, uma peça de teatro quem sabe.
Isso dura lá um tempo razoável, até que você começa perceber os defeitos e que a perfeição não é tão perfeita assim, mas ok, todos temos.
Ok? E quando chega o ponto de notar somente os defeitos? Não somos só defeitos, certo?
E enfim, a magia acaba!
Daí que quando estamos mal, não aparece um dito-cujo pra dizer: calma, tu vai ficar bem.
E a dor quem carrega é você.
Então começa a via crucis, que é mais ou menos nessa ordem:
Primeiro o soco no estômago.
Daqueles de tirar o ar por dias. Feito corte no céu da boca, você tenta não chorar pensando que é a pior coisa agora, "não vou chorar, não vou chorar", os olhos se enxem de água e ainda naquela, parece que te enfiam cebolas nos olhos, antes fosse. O outro faz questão de arrancar tuas víceras pelo nariz, mas pode dizer, se fosse você no lugar dele faria o mesmo!
Depois vem a depressão, a sala vazia e escura.
"Não quero ver o mundo lá fora", você pensa. Talvez nunca mais seja a mesma coisa, talvez nunca mais haja vida. Nada mais vale a pena, tudo o que pode melhorar é ficar trancado no quarto com uma pilha de barras de chocolate e um travesseiro quentinho.
E então: Haja luz!
Um belo dia te ligam, ahá, é tudo o que precisa. Vai, dança, bebe, descontração total, mas adivinhe quem teve uma idéia parecidíssima. Lá vem a nuvem negra. "Não dessa vez" pensa com seus botões. Lá mesmo acaba conhecendo aquela pessoa, aquela que você sempre sonhou.
E enfim...
Droga, me apaixonei outra vez.
É mesmo um círculo vicioso, é sim!
Escrito à lápis por Amanda 5 rabiscos
Marcadores: Lixo, Monologando., Projetos Malacabados
11.7.08
Respeitável público!!!
A vida é mesmo um picadeiro. Cada dia a gente tem de ser algo.
Dias de Malabarista.
Naqueles dias que tudo parece querer ser feito de uma vez só, e enquanto tu joga uma das bolinhas pra cima a outra já está caindo, aí tu pega e joga pra cima outra vez. Duas, três, quarenta e sete bolinhas. Quando bater o recorde de malabarismo com mais malabares é fácil!!
Dias de Mágico.
Tirar coelhos da cartola, levitar, serrar pessoas ao meio, desaparecer. Tudo o que eu queria era ser uma. Afinal, quer maneira mais fácil de sair das situações do que essas? Aliás, a gente vive mesmo fazendo mágica por aí. Enfeitiçando meio mundo e tirando as cartas das mangas.
Dias de Contorcionista.
Tudo parece lindo pra quem olha de fora: "nossa, ela faz isso tão fácil". Aí ninguém sabe quanto tempo levou pra tu conseguir passar dentro de uma caixinha de fósforo, mas é bem bonito ver as pessoas se contorcendo pra sair das situações. Contorcionismo nas respostas, nas perguntas. É pura elasticidade!!
Menina do pano, domador de leões, trapezista, engolidor de fogo, atirador de facas. Tanto faz!
No final a gente mais parece palhaço!
"vai vai vai começar a brincadeira"
Escrito à lápis por Amanda 0 rabiscos
Marcadores: Não deixe a bolinha cair., Superfulices.
9.7.08
E mais um.
Algumas coisas me deixam nostalgica.
Nostalgia!
Como se, de repente, ficassem todos os tempos dentro de um tempo só, e um tanto de lembranças, vontades e saudade se misturassem dentro de um único recipiente - Eu!
É só um ponto que ficou sem nó, nada de feridas abertas... Feridas vieram de dores que não lembramos com sorriso.
Porque por mais que aceite o fato de não mais ter aquilo que, na verdade, nunca tive. Ainda dá vontade de ter tido e é só olhar pro lado que ainda vou poder dizer:
Podia ter sido realmente uma linda história, e ainda pode, ou não, talvez sim... a vida se encarrega de dizer.
Ainda assim dá vontade de realizar todos os planos, as idéias, as idas no cinema, o sorvete na pracinha, o pôr-do-sol em frente o mar, as tantas horas de viajem pra poder sentir o abraço.
Realmente teria sido uma história bonita, bonita até demais.
Melhor sentir falta do que poderia ter sido mas não foi. Do que pedir pra não ter sido o que de fato foi.
E lá se vai mais um post entre surtos e ataques clichés, mais um.
"So I turn the page and read the story again and again and again"
Jack Johnson - Never Know
Escrito à lápis por Amanda 1 rabiscos
Marcadores: Desimportâncias, Reticências, Surtos

